Pe. Alberione deu como caminho espiritual à Família Paulina, viver o Evangelho de Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida (cf. Jo 14,6) , no espírito do apóstolo Paulo e de Maria Rainha dos Apóstolos. Cada congregação da Família Paulina vivencia este caminho comum, a partir do carisma que lhe é próprio.
As discípulas, buscam seguir Cristo Mestre Caminho Verdade e vida, como Maria primeira testemunha do Verbo, as outras mulheres do evangelho, testemunhas da ressurreição, e, como Paulo, discípulo e apóstolo. Tem ainda como fonte de inspiração a imagem da Trindade, escola de comunhão, e o ícone bíblico da família de Betânea.
Pe. Alberione orientou as Discípulas a assumirem a liturgia como referência da Espiritualidade. Menciona o ano litúrgico como caminho pedagógico para chegar ao pleno conhecimento de Jesus Cristo Caminho Verdade e Vida.
Esta orientação soa como novidade no conjunto da vida religiosa do segundo milênio, acostumada a práticas devocionais, também em relação à Eucaristia. As Discípulas do Divino Mestre se sentem identificadas com o que propõe a Constituição litúrgica do Concílio Vaticano II, Sacrosanctum Concilium, quando diz que a liturgia é a primeira e mais necessária fonte de espiritualidade (cf. SC 14). Nossa condição de Discípulas nos situa no coração da Igreja para viver, em pequena medida, este caminho proposto a toda a Igreja.
Trata-se de orientar toda a vida (pessoal, comunitária, social, cósmica) numa perspectiva pascal, fazendo de cada celebração expressão do que se vive e ponto de partida para um novo começo no ser ‘discípula de Jesus que amou até o fim’. E sendo a liturgia ação simbólica, comunitária, é a pessoa na sua inteireza e toda a comunidade que vão sendo atingidas, mediante a participação ativa, consciente e plena em cada ação litúrgica (Eucaristia, Liturgia das Horas, sacramentos), ao longo do ano litúrgico.
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