As Discípulas do Divino Mestre chegaram ao Brasil em 26 de julho de 1956, 32 anos depois dos inícios da congregação na Itália. Um ano depois, em casa alugada na Vila Mariana em São Paulo, entraram as primeiras jovens brasileiras, atraídas pelo ideal de Pe,. Alberione. A primeira delas, Teruko Aoki, que passou para a casa do Pai em março de 2004, recebeu o nome de Escolástica. Este nome, que quer dizer discípula foi dado a nossa primeira madre e é dado à primeira irmã de cada nação, para lembrar que o essencial é seguir Jesus, na escuta e na obediência ao projeto de Deus.
Nove anos depois de nossa chegada ao Brasil, terminava o Concílio Vaticano II, e três anos mais tarde, a Conferência do Episcopado Latino americano, em Medellin. No campo da liturgia, era momento de grande fervor e de muitas iniciativas para fazer conhecer e colocar em prática os princípios e as orientações emanados do Concílio. Tratava-se de devolver ao povo de Deus a consciência do mistério celebrado para que a Liturgia voltasse a ser o que era nos inícios da Igreja, a primeira e mais necessária fonte de espiritualidade (cf. SC 14).
Neste ambiente eclesial fomos desafiadas a desenvolver o nosso ministério carismático de maneira bem inserida. Logo ficou claro que nosso serviço, na Igreja do Brasil, incluía o amplo horizonte da pastoral litúrgica para levar o povo a participar da eucaristia e demais celebrações do mistério pascal, com conhecimento de causa, ativa e frutuosamente (cf. SC 11). O serviço ‘sacerdotal’ abrangeria o sacerdócio de todos os batizados, os ministérios leigos, além dos ordenados.
A produção de materiais destinados ao culto teria que ser pensada, levando em conta a nova teologia da liturgia e a nova prática celebrativa, além de ser fiel à cultura local.
Hoje somos 91 irmãs (5 em outros países) e 14 jovens em formação nas 13 comunidades em 7 estados do Brasil (Amazonas, Pernambuco, Bahia, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul).
Atuamos na animação e formação litúrgica e na elaboração de subsídios liturgicos; damos nossa colaboração nas casas dos irmãos paulinos; trabalhamos com a arte sacra e produção de materiais necessários às celebrações, disponíveis nos Centros de Apostolado Litúrgico. E, compreendendo que a liturgia abrange o cuidado com a promoção humana, estendemos nossa ação na pastoral social.